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Artigos e Textos

 PREVENÇÃO DAS DEFICIÊNCIAS

Uma em cada dez pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência, portanto a prevenção das deficiências deve interessar a todos os cidadãos. A medicina, psicologia e a educação nos indicam uma eficiente alternativa para diminuir este índice de deficiência: A Prevenção!

 

Experiência internacional tem demonstrado que o modelo centrado no tratamento e não na prevenção se tornou insustentável em quase todas as partes do. Um avanço no processo educativo do país, junto da prevenção, se torna necessário, para assim se conseguir a redução dos índices da deficiência.

 

Prevenir é uma necessidade urgente e pressupõe o conhecimento das causas da deficiência ou situações de risco capazes de gerar mais crianças deficientes.

 

O objetivo deste projeto é propiciar ações de conscientização junto aos diferentes segmentos sociais, visando o desenvolvimento de uma ampla cultura de prevenção de deficiência atuando nas comunidades, nas ruas, nas escolas, unidades de saúde, empresas, mídia, promovendo assim uma grande parceria.

 

Os conteúdos do mesmo são voltados para as práticas existentes a respeito da prevenção das deficiências; suas causas; conceituando o que é prevenção; sua importância; análise do papel docente enquanto agente informativo e contribuições destes para com a prevenção das deficiências.

 

Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que existem aproximadamente quinhentos milhões de pessoas com deficiência no mundo e que 70% das deficiências poderiam ser evitadas. Faz-se necessário ressaltar aqui que várias ações de prevenção tem custo irrisório comparado com a reabilitação e com o tratamento.

 

As ações preventivas devem ser fundamentadas no investimento em Saúde, Alimentação, Habitação, Trabalho e Lazer, como princípios básicos de exercícios de cidadania.

TIPOS DE PREVENÇÃO:

Segundo Corde (2004), a ação preventiva dos atrasos ou distúrbios de desenvolvimento pode ser conduzida em três níveis:

Prevenção Primária: tem como objetivo promover a melhoria na condição de vida da população por agências político/sociais de forma a garantir saúde, educação, trabalho e moradia. Assim sendo, o objetivo é reduzir a incidência de novos casos. A prevenção primária implica em alterar as condições para um subgrupo particular considerado como de risco.

Este nível envolve a prevenção da ocorrência da deficiência intelectual.

Pode ser universal (prevenção desejável para todos), restringida a uma população selecionada (prevenção recomendada para grupos de alto risco) ou a uma população indicada (prevenção nos indivíduos com um risco identificado).

Os esforços primários são dirigidos para reduzir a ocorrência real da deficiência intelectual e envolvem as medidas que impedem a concepção de um indivíduo deficiente. Entre elas, podemos citar:

– Aconselhamento genético;

– Programas de imunização;

– Melhora no cuidado de saúde pré-natal, perinatal e pós-natal;

Prevenção Secundária: nesta, a criança já foi exposta às condições adversas e as intervenções são feitas para reduzir e/ou eliminar a duração ou a severidade dos seus efeitos.

As estratégias secundárias de prevenção visam a limitar a progressão da deficiência intelectual. Essas medidas fornecem a identificação precoce da deficiência, seguida pelo tratamento e pela intervenção, a fim de minimizar o seu desenvolvimento. Tais estratégias podem ser aplicadas no nível pré-natal ou neonatal.

A triagem neonatal (exames realizados em recém-nascidos, com o objetivo de diagnosticar distúrbios específicos para que sejam tratados) inclui exames clínicos e bioquímicos capazes de oferecer diagnósticos preventivos e medidas imediatas, como, por exemplo, dietas específicas.

As novas medidas de prevenção secundária, a exemplo da manipulação genética ou cirurgias intrauterinas, estão sendo tentadas com um considerável grau de sucesso na erradicação de anormalidades bioquímicas ou anatômicas, já sendo a primeira uma realidade no tratamento de doenças 4congênitas de coração, fissura congênita do lábio superior e palato, deslocamento congênito do quadril e outras.

Prevenção Terciária: a condição de atraso no desenvolvimento já está instalada e os investimentos são feitos para minimizar as condições, desenvolvendo ações que resultem em maior independência e autonomia do indivíduo.

A prevenção terciária visa prevenir complicações da deficiência intelectual e a reabilitação. Envolve o cuidado e a gerência em longo prazo de uma condição crônica, por exemplo, reabilitação ou correção da inabilidade por medidas cirúrgicas ou adotando as estratégias que permitam à pessoa deficiente conduzir uma vida normal ou próxima do normal. Essas medidas incluem também programas de educação especial.

DEFICIÊNCIAS NO BRASIL

Tipos de Deficiências:

– Deficiência Intelectual: Funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento, concomitante com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade do indivíduo em responder adequadamente às demandas da sociedade, nos seguintes aspectos: comunicação, independência na locomoção, saúde e segurança, desempenho escolar, lazer e trabalho.

Surdos (com surdez grave ou profunda). Apresentam perda da audição em tal grau que impede a percepção da voz humana, necessitando de métodos, recursos didáticos e equipamentos especiais para aquisição da comunicação (surdes congênita ou perda da audição em tenra idade).

Parcialmente Surdos: (com surdez média) ou hipoacústicos. Embora com perda de audição, podem perceber a voz humana, apresentando dificuldades de compreensão da mensagem e de expressão oral, necessitando de métodos, recursos didáticos e equipamentos especiais para correção e desenvolvimento da linguagem.

Deficiência Física não sensorial; problemas físicos com alterações ortopédicas e/ou neurológicas, necessitando de métodos, recursos didáticos e equipamentos especiais para sua educação.

Deficiência Múltipla; mais de uma deficiência nas áreas sensorial, física ou mental.

CAUSAS DAS DEFICIÊNCIAS

É necessário conhecer as causas e manifestações das deficiências, para saber como evita-las.

– Fatores de Risco e Causas Pré-natais: O período pré-natal corresponde à fase que vai do momento da fecundação até parto, e dura cerca de nove meses na espécie humana. As interferências que ocorrem nesse período podem ser decorrentes de fatores genéticos e ambientais, consistindo nos fatores mais importantes na etiologia da deficiência intelectual. São importantes, pois, embora o cérebro da criança sobreviva aos efeitos de diversos agentes nocivos, estes, no entanto, nem sempre são inócuos.

– Fatores genéticos: Praticamente qualquer estado, incluindo a deficiência intelectual, é o resultado da ação combinada de genes e do ambiente, mas o papel relativo do componente genético pode ser grande ou pequeno.

Dentre os distúrbios causados total ou parcialmente por fatores genéticos, reconhecem-se três tipos principais:

– distúrbios amonogênicos;

– distúrbios multifatoriais;

– distúrbios cromossômicos.

– Fatores ambientais: A gestação envolve uma série de relações entre o bebê e seu ambiente, representado pela bolsa amniótica, útero, corpo da mãe e meio externo.

As eventuais influências negativas desse ambiente podem modificar o desenvolvimento embrionário normal, resultando em malformações, sofrimento fetal, morte fetal, entre outros. De acordo com Moura (1993), essas influências podem ser agrupadas da seguinte forma:

Doenças causadas por vírus: Rubéola, Citomegalovírus, Hepatite, Varicela e Sarampo.

Doenças causadas por bactérias: Sífilis.

Doenças causadas por protozoários: Toxoplasmose, Doença de Chagas e Malária.

Doenças endócrinas: Diabetes melito e Disfunções da Tireoide.

Doenças carências: A desnutrição materna representa desnutrição fetal. Os efeitos mais significativos aparecem quando a desnutrição ocorre na última metade da gravidez.

A criança apresenta baixo peso ao nascer e risco de vida, no primeiro ano.

Características maternas: Algumas características maternas podem influenciar o desenvolvimento embrionário, nele provocando alterações, como, por exemplo, uma maior incidência de Síndrome de Down em mães acima dos 35 anos de idade. Em adolescentes, o risco de aborto e prematuridade são mais elevados.

Influências do meio externo: Muitas substâncias utilizadas em certas atividades humanas ou lançadas no ambiente pelas indústrias e pelos automóveis podem causar sofrimento fetal, na medida em que intoxicam o organismo materno. Fatores físicos, como os raios X e outras formas de radiação, podem determinar o aparecimento de anormalidades, como deficiência auditiva, fissura labial e palatina, deficiência visual, microcefalia, defeitos genitais e deficiência intelectual. A radiação age por meio de mutação gênica, alterações cromossômicas e danos celulares, sendo o período entre a segunda e a sexta semana de gestação o mais suscetível à ação radiativa.

Intoxicações pré-natais: Medicamentos; Fumo; Álcool e Drogas Psicotrópicas.

Fatores de Risco e Causas Perinatais: O período perinatal é a fase correspondente ao momento do nascimento ou imediatamente após, envolvendo toda a problemática decorrente do atendimento materno-infantil.

Anóxia neonatal: A anóxia neonatal é uma das maiores causas de deficiência intelectual, no Brasil. É um quadro relativamente frequente, principalmente em trabalhos de parto normal inadequadamente conduzidos.

Traumatismo obstétrico: Os traumatismos obstétricos são representados principalmente pelos traumas de parto por uso inadequado de fórceps e as consequentes lesões físicas por eles provocadas.

Prematuridade: De acordo com Noveallo et al. (1992), crianças pré-termo, com baixo peso ao nascer, apresentam um risco de sete a dez vezes maior de desenvolverem problemas como paralisia cerebral, deficiência auditiva e deficiência intelectual, em relação a crianças a termo com peso acima de 2500 g. Quanto mais baixo o peso de nascimento, maior a probabilidade de as crianças desenvolverem problemas com sequelas de difícil reversão.

Fatores de Risco e Causas Pós-Natais: As causas pós-natais são as que atuam após o nascimento. Incluem causas microbianas, desnutrição, carências, intoxicações, traumatismos crânio encefálicos, fatores ambientais, familiares e condições socioeconômicas.

Infecções: Sarampo, Caxumba, Herpes e Meningite.

Traumatismo crânio-encefálico: Pode ser causado por acidentes de trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia e quedas em geral, levando a um quadro de deficiência intelectual.

Fatores nutricionais: Outros fatores, como a desnutrição, a desidratação grave, a carência de estimulação global podem deixar reflexos negativos sobre a inteligência. A criança apresenta dificuldades em discriminações visuais, auditivas e táteis e para fazer generalizações.

Fatores químicos: Referem-se a fatores tóxicos que causam lesão cerebral na criança, tais como intoxicações por chumbo e mercúrio, medicamentos, inseticidas e outros produtos químicos.

Privações diversas: Privações sensoriais, familiares e sociais devem ser vistas com cuidado, uma vez que são de difícil diagnóstico; entretanto, podem interferir no desempenho cognitivo.

Causas Desconhecidas: Em serviços especializados de diagnóstico de deficiência intelectual que contam com todos os recursos possíveis, esses índices representam 28,0% – 30,0% dos casos. São inúmeras as causas e fatores de risco que podem levar à instalação da deficiência, sendo importante ressaltar que, muitas vezes, mesmo utilizando sofisticados recursos diagnósticos, não se chega a definir com clareza a sua etiologia.

Texto faz parte do Projeto Prevenção do Need-Instituto Yara Angelini

Para saber mais detalhes entre em contato pelo site.

11/02/2014

 

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O Need Núcleo de Educação e Especialização para o Deficiente Físico e Mental prioriza a reabilitação dos seus pacientes e educandos.

O Deficiente Físico e Mental que já chegou a sua vida adulta carece de acompanhamento e de trabalhos que possam trazer a eles um resgate da autoestima, como é o caso de aprender escrever seu nome e reconhecer algumas palavras torna-se um grande feito e uma vitória que o estimula a crescer e a continuar a sua jornada na vida com dignidade e independência.

Para tanto colocamos o texto abaixo que esclarece bases da Educação Formal e Não Formal para que possamos traçar um paralelo e abrir caminhos para resolução de tantas questões que permeiam as deficiências cognitivas e as síndromes raras.

 A Questão da Educação Formal/Não Formal

Moacir Gadotti

 Não se conhece a infância: com falsas ideias que dela temos, quanto mais longe vamos, mais nos extraviamos. Os mais sábios apegam-se ao que importa que saibam os homens, sem considerar que as crianças se acham em estado de aprender. Eles procuram sempre o homem na criança, sem pensar no que esta é antes de ser homem. Eis o estudo a que mais me dediquei a fim de que, ainda que seja meu método quimérico e falso, possam aproveitar minhas observações. Posso ter muito mal visto o que cabe fazer; mas creio ter visto bem o paciente que se deve operar. Começai, portanto, estudando melhor vossos alunos, pois muito certamente não os conheceis; e se lerdes este livro tendo em vista esse estudo, acredito não ser ele sem utilidade para vós. Jean Jacques Rousseau, Emílio ou Da Educação. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p.4.

  1. Introdução

 A educação é um dos requisitos fundamentais para que os indivíduos tenham acesso ao conjunto de bens e serviços disponíveis na sociedade. Ela é um direito de todo ser humano como condição necessária para ele usufruir de outros direitos constituídos numa sociedade democrática. Por isso, o direito à educação é reconhecido e consagrado na legislação de praticamente todos os países e, particularmente, pela Convenção dos Direitos da Infância das Nações Unidas (particularmente os artigos 28 e 29). Um outro exemplo é o Estatuto da Criança e do Adolescente do Brasil. Negar o acesso a esse direito é negar o acesso aos direitos humanos fundamentais. É um direito de cidadania, sempre proclamado como prioridade, mas nem sempre cumprido e garantido na prática.

 Esse direito tem-se restringido ao ensino obrigatório e gratuito, mas ele não cessa na chamada “idade própria” do ensino fundamental. É um direito que deve estender-se ao longo de toda a vida, como a própria educação. Por isso, é importante discutir, como está sendo feito nesse Seminário, não só a extensão desse direito, mas também os seus limites, traduzidos na pergunta: “Direito à educação: solução para todos os problemas ou problema sem solução?” A questão é saber se as respostas tradicionais do ponto de vista jurídico e politico-pedagógico tem dado conta de garanti-lo em suas múltiplas dimensões, quais sejam, o direito ao acesso (homogêneo, eficaz e universal), à permanência e ao aprendizado de qualidade. O direito à educação é, sobretudo, o direito de aprender. Não basta estar matriculado numa escola. É preciso conseguir aprender na escola.

                   O direito à educação está sob suspeita numa época em que a educação é tratada como uma mercadoria, como sustenta a Organização Mundial do Comércio (OMC). Direito da crescente mercantilização da educação os Estados estão deixando cada vez mais de assumir o seu dever de garantir esse direito, transformando o direito à educação em serviço prestado tanto pelo Estado quanto pelo Mercado. Como serviço, a ele só podem ter acesso aqueles ou aquelas que podem pagá-lo. Surgem então muitas “indústrias do conhecimento” que oferecem os mais variados pacotes educacionais para todos os gostos em acirradas disputas mercantis movidas pelo “marketing educacional”, vendendo educação como se vende um sabonete. A questão é ainda mais grave quando alguns políticos e economistas argumentam que se trata de uma questão de custos: é mais barato garantir esse direito através do mercado do que através do alto custo da educação pública. Entender a educação como uma despesa e não como um investimento.

           Nesse contexto, é ainda mais atual discutir os direitos da criança à educação de qualidade. A criança é a principal vítima da mercantilização da educação. É importante confrontar a teoria e a prática, o legal e o real, trocar experiências e mobilizar energias contra essa onda mercantilista que afeta também a educação pública. A contradição maior hoje não está entre o estatal e o privado, mas entre o mercantil e o público.

           De minha parte gostaria de trazer alguns elementos para a reflexão, abordando o tema “educação formal e educação não formal”, com base, principalmente, na experiência do Instituto Paulo Freire (São Paulo, Brasil).

  1. 1.     Educação Formal e Educação Não Formal

 Define-se educação não formal como “toda atividade educacional organizada, sistemática, executada fora do quadro do sistema formal para oferecer tipos selecionados de ensino a determinados  subgrupos da população” (La Belle, 1982:2). Uma definição que mostra a ambiguidade dessa educação formal. Usualmente define-se a educação não formal por uma ausência, em comparação com a escola, tomando a educação formal como único paradigma, como se a educação formal escolar também não pudesse aceitar a informalidade, o “extraescolar”.

    Gostaria de definir a educação não formal por aquilo que ela é pela sua especificidade e não por sua oposição à educação formal. Gostaria também de demonstrar que o conceito de educação sustentado pela Convenção dos Direitos da Infância ultrapassa os limites do ensino escolar formal e engloba as experiências de vida, e os processos de aprendizagem não formais, que desenvolvem a autonomia das experiências de vida, e os processos de aprendizagem não

formais, que desenvolvem a autonomia da criança. Como diz Paulo Freire “Se estivesse claro para nós que foi aprendendo que aprendemos ser possível ensinar, teríamos entendido com facilidade a importância das experiências informais nas ruas, nas praças, no trabalho, nas salas de aula das escolas, nos pátios dos recreios, em que variados gestos de alunos, de pessoal administrativo, de pessoal docente se cruzam cheios de significação” (Freire, 1997:50).

 A educação formal tem objetivos claros e específicos e é representada principalmente pelas escolas e universidades. Ela depende de uma diretriz educacional centralizada como o currículo, com estruturas hierárquicas, determinadas em nível nacional, com órgãos fiscalizadores dos ministérios da educação. A educação não formal é mais difusa, menos hierárquica e menos burocrática. Os programas de educação não formal não precisam necessariamente seguir um sistema sequencial e hierárquico de “progressão”. Podem ter duração variável, e podem, ou não, conceder certificados de aprendizagem.

 Toda educação é, de certa forma, educação formal, no sentido de ser intencional, mas o cenário pode ser diferente: o espaço da escola é mercado pela formalidade, pela regularidade, pela sequencialidade. O espaço da cidade (apenas para definir um cenário da educação não formal) é marcado pela descontinuidade, pela eventualidade, pela informalidade. A educação não formal é também uma atividade educacional organizada e sistemática, mas levada a efeito fora do sistema formal. Daí também alguns a chamarem impropriamente de “educação informal”. São múltiplos os espaços da educação não formal. Além das próprias escolas (onde pode ser oferecida educação não formal) temos as Organizações Não governamentais (também definidas em oposição ao governamental), as igrejas, os sindicatos, os partidos, a mídia, as associações de bairros, etc. Na educação não formal, a categoria espaço, é tão importante como a categoria tempo. O tempo da aprendizagem na educação na formal é flexível, respeitando as diferenças e as capacidades de cada um, de cada uma. Uma das características da educação não formal é sua flexibilidade tanto em relação ao tempo quanto em relação à criança e recriação dos seus múltiplos espaços.

Trata-se de um conceito amplo, muito associado ao conceito de cultura. Daí ela estar ligada fortemente a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadão e à participação em atividades grupais, sejam esses adultos ou crianças. Segundo Maria da Gloria Gohn (1999:98-99), a educação não formal designa um processo de formação para a cidadania, de capacitação para o trabalho, de organização comunitária e de aprendizagem dos conteúdos escolares em ambientes diferenciados. Por isso ela também é muitas vezes associada à educação popular e à educação comunitária. A educação não formal estende-se de forma impressionante nas últimas décadas em todo o mundo como “educação ao longo de toda a vida” (conceito difundido pela UNESCO), englobando toda sorte de aprendizagens para a vida, para a arte de bem viver e conviver. “A difusão dos cursos de autoconhecimento, das filosofias e técnicas orientais de relaxamento, meditação, alongamentos etc, deixaram de ser vistas como esotéricas ou fugas da realidade. Tornaram-se estratégias de resistência, caminhos de sabedoria. É também um grande campo de educação não formal” (Gohn, 1999:99).

 Não se trata, portanto, aqui, de opor a educação formal à educação não formal. Trata-se de conhecer melhor suas potencialidades e harmonizá-las em beneficio de todos e, particularmente, das crianças.

17/04/2013

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Pedagogia Waldorf

A Pedagogia Waldorf se baseia na Antroposofia (gr.: antropos = ser humano; sofia = sabedoria), ciência elaborada por Rudolf Steiner, que estuda o ser humano em seus três aspectos: o físico, a alma e o espírito, de acordo com as características de cada um e da sua faixa etária, buscando-se uma perfeita integração do corpo, da alma e do espírito, ou seja, entre o pensar, o sentir e o querer.

Foi criada em 1919 na Alemanha e está presente no mundo inteiro. O ensino teórico é sempre acompanhado pelo prático, com grande enfoque nas atividades corporais, artísticas e artesanais, de acordo com a idade dos estudantes. O foco principal da Pedagogia Waldorf é o de desenvolver seres humanos capazes de, por eles próprios, dar sentido e direção às suas vidas.

Tanto o aprimoramento cognitivo como o amadurecimento emocional e a capacidade volitiva recebem igual atenção no dia a dia da escola. Nessa concepção predomina o exercício e desenvolvimento de habilidades e não de mero acúmulo de informações, cultivando a ciência, a arte e os valores morais e espirituais necessárias ao ser humano.

O currículo, que se orienta pela lei básica da biografia humana, os setênios – ciclos de sete anos- (0-7/ 7-14/ 14-21) oferece ricas vivências, alternando as matérias do conhecimento com aquelas que se direcionam ao sentir e agir. Não há repetência, justamente para que as etapas de aprendizagem possam estar em sintonia com o ritmo biológico próprio de cada idade.

No primeiro ciclo (0-7), a ênfase é no desenvolvimento psicomotor, essa fase é dedicada principalmente às atividades lúdicas, ela não inclui o processo de alfabetização. O segundo ciclo (7-14), que corresponde ao ensino fundamental, compreende a alfabetização e a educação dos sentimentos, para que os alunos adquiram maturidade emocional. Nesta fase, não existe professores específicos para cada disciplina, mas sim um tutor responsável por todas as matérias, que acompanha a mesma turma durante os sete anos. O tutor é uma referência de comportamento e disciplina para que o aluno possa se espelhar.

Já no terceiro ciclo, equivalente ao ensino médio (14-21), o estudante está pronto para exercitar o pensamento e fazer uma análise crítica do mundo. As disciplinas são dividas por épocas, em vez de ter aulas de diversas disciplinas ao longo do dia ou da semana, o estudante passa quatro semanas vendo uma única matéria.

Avaliamos no Need  o educando e o tratamos mediante a faixa etária que apresenta na idade mental  e para ele elaboramos  atividades  diárias, que vamos avaliando em boletins descritivos  nos quais são mencionadas as habilidades sociais e virtudes como perseverança, interesse, automotivação e força de vontade. Como conseqüência, o educando tem grandes chances de se tornar um adulto saudável e equilibrado capaz de agir da forma mais adequada.

Dentro da Pedagogia Waldorf encontra-se a Pedagogia Curativa e nestes 12 anos de trabalho procuramos aplica-las para o bom desenvolvimento dos nossos educandos

Os pais e a família têm papel preponderante na escola. Geralmente se entusiasmam pela proposta e colaboram para que ela possa ser viabilizada.

 

O que é a Pedagogia Waldorf?

A Pedagogia Waldorf é baseada nas observações de Steiner sobre a entidade humana. Ele chamou de Antroposofia à sistematização do conhecimento que obteve em suas pesquisas (Anthropos = homem; Sofia = conhecimento. Antroposofia = conhecimento da natureza humana).

Steiner descreve o ser humano sob vários ângulos complementares. Dois deles têm efeito direto na educação: a constituição humana, e o desenvolvimento  da personalidade em ciclos de 7 anos (setênios).

Para Steiner, o ser humano é constituído de três veículos de expressão: o corpo, as emoções e a mente. A esses três veículos correspondem três funções: o querer, o sentir e o pensar. Todos esses aspectos precisam ser educados com a mesma atenção para a plena realização do potencial humano. Esse é o objetivo da Pedagogia Waldorf, e por isso ela desenvolveu atividades para cada um daqueles aspectos.

O corpo é educado por meio de atividades práticas como jardinagem, marcenaria, construção, ginástica, trabalhos manuais, entre outras. A educação do corpo, tal como é praticada nas escolas Waldorf, fortalece o caráter da criança, pois desenvolve a sua força de vontade, criando nela qualidades como a disposição para enfrentar dificuldades e a perseverança.

As emoções são educadas por meio da arte: música, canto, desenho, pintura, literatura, teatro, trabalhos manuais, recitação, escultura, e cerâmica. Por meio da expressão artística, são dadas muitas oportunidades para o refinamento da sensibilidade, harmonização de conflitos na área afetiva e interação social.

Dentro do currículo Waldorf, desde o jardim de infância, incluem-se aulas de culinária, modelagem, pintura, desenho livre e trabalhos manuais, bordado, tricô e marcenaria) poesia, teatro (contos de fada, contos populares, fábulas e  lendas) , exposições, músicas e festa na escola.

A mente é educada por meio da transmissão do conhecimento já adquirido pelo homem de forma balanceada e adequada à idade do aluno. Nas Escolas Waldorf busca-se cultivar o sentimento de admiração que as crianças têm em relação à natureza e ao mundo como forma de manter vivo o seu interesse em aprender. Arte e atividades práticas são também instrumentos a serviço das matérias acadêmicas.

Com a educação integrada de todos os aspectos  do seu ser, a criança aprende a não dissociar seus pensamentos, sentimentos e ações. Torna-se  um adulto equilibrado e coerente.

Os setênios

É de conhecimento geral algumas crises básicas na biografia humana:

  • Aos 7 anos – a troca dos dentes
  • Aos 14 anos – a puberdade
  • Aos 21 anos – maioridade

Os primeiros 7 anos de vida são dedicados ao conhecimento do corpo, seus limites e capacidades. A aprendizagem nesse período é realizada principalmente por vias inconscientes, baseada na imitação. A criança estrutura as suas experiências por meio das brincadeiras que brotam da sua imaginação. A virtude básica que a criança precisa ver manifestada ao seu redor é a gratidão pela vida. O mundo é bom!

Há um significado profundo nas comemorações das festas e eventos pois permitem ao educando perceber a passagem do ano e facilita sua adaptação ao tempo e o espaço

As festas trazem imagens que são patrimônio da humanidade e transcedem os credos religiosos e sectários. Elas são um momento em que toda a comunidade escolar é mobilizada: pais, professores, alunos devem preparar as comemorações conjuntamente, o que é uma experiência marcante para as crianças, suas famílias e para a escola

Muitas dificuldades são vividas freqüentemente por alguns pais de hoje na educação de seus filhos quer tenham ou não uma deficiencia e procuramos reforçar  os seguintes pontos:

  • Pontualidade
  • Ritmo
  • Limites
  • TV
  • Atenção
  • Alimentação Saudável
  • Participação nas festas
  • Passeios ao ar livre
  • Educação Fisica (trabalho coorporal)
  • Artes de modo geral
  • Integração escola e pais

“ A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmo, encontrar propósito e direção para suas vidas.”Rudolf Steiner

O Need trabalha embasado nesta filosofia educacional portanto, procuramos dar aqueles que encontraram muitas dificuldades (mesmo com a  inclusão) e chegando a fase adulta ainda não encontraram o equilibrio psico-social dando a eles a oportunidade de ser e crescer dentro de seu potencial. Os progressos que conseguimos com jovens adultos que estavam em seus lares sem atividade são muito significativos levando-os gradativamente a alfabetização e a outras habilidades

Procuramos aqui expor de forma sucinta o embasamento de nosso trabalho, se necessitar de mais detalhes estamos a disposição para esclarecimentos.

 

Distrofia Muscular de Duchenne

Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é a forma mais  comum da doença. A incidência aproximada é de 1 para cada 3500 nascimentos masculinos.

DMD ocorre por um defeito localizado no cromossomo X. O gene da DMD localiza-se no braço curto do cromossomo X.

O homem que apresenta um gene defeituoso irá desenvolver a doença visto que ele tem um cromossomo X e um Y. A mulher por ter dois cromossomos X, estará protegida da doença mesmo que um dos seus cromossomos tenha uma mutação, sendo ela portadora; este gene defeituoso poderá ser transmitido pela mulher aos seus filhos do sexo masculino, que desenvolverão a doença, ou as suas filhas que poderão ser portadoras.

Em 2/3 dos casos a mutação é adquirida da mãe e em 1/3 a mutação ocorre no próprio menino afetado.

O gene responsável pela DMD foi clonado em 1986 e identificada a proteína que ele produz, a distrofina, cuja ausência acarreta as alterações musculares. O gene é muito grande e estudos tem identificado uma parte dele que é funcionalmente capaz de produzir distrofina. Em 65% ocorre perda de uma parte do DNA (deleção), em 5% duplicação do gene e em 30% dos casos mutação de ponto.

Qual o papel da distrofina na célula muscular?

O diagnóstico é feito pela:

  • Clínica: os primeiros sintomas se desenvolvem por volta dos 3 a 5 anos, com manifestações de dificuldades dos membros inferiores: quedas freqüentes, dificuldade para subir escadas; correr; levantar do chão; as crianças apresentam aumento do volume das panturrilhas. Alterações da coluna e dos tendões são conseqüência das alterações musculares das pernas. Com o progredir da doença ocorre comprometimento dos músculos dos membros superiores. A fraqueza progressiva evolui para incapacidade de andar, em geral ao redor da adolescência. Comprometimento do músculo cardíaco e dos músculos respiratórios ocorre a partir desta idade.

Sinal de Gowers – característico da Distrofia Muscular de Duchenne

Hipertrofia da panturilha (característica da doença)

Alterações do pé: 

 

Alterações da coluna

Síndrome de Algeman

Introdução

Em 1965, o Dr. Harry Angelman, médico inglês, descobriu pela 1ª vez três crianças com características, agora conhecidas, como Síndrome de Angelman. Ele notou que todos tinham rigidez, andar espastico ( espasmódico ), ausência de fala, riso excessivo e crises convulsivas. Outros casos foram publicados de forma esporádica porém a característica foi considerada sumamente rara e muitos médicos duvidaram da sua existência. Os primeiros informes da América do Norte apareceram no princípio de 1980 e dentro dos últimos cinco anos tem aparecido muitos informes novos. O Dr. Angelman relata o seguinte com respeito ao seu descobrimento desta Síndrome.

“A história da medicina está cheia de histórias interessantes sobre o descobrimento de enfermidades. A saga da Síndrome de Angelman é uma destas histórias. Foi pôr pura curiosidade que fazem quase trinta anos, três crianças com dificuldades, foram admitidos em várias ocasiões em meu hospital infantil na Inglaterra. Eles tinham uma variedade de incapacidades que à primeira vista pareciam estar sofrendo de diferentes problemas, eu tinha a sensação que havia uma causa comum para a sua enfermidade. O diagnóstico foi puramente clínico porque apesar de investigar sobre as provas físicas existentes, as quais hoje em dia são muito mais refinadas, não fui capaz de estabelecer, com uma prova científica, que as três crianças tinham a mesma incapacidade. Em vista disto duvidei de publicar meus estudos sobre eles nas revistas médicas. Sem embargo, estando de férias na Itália, vi uma pintura à óleo em um Museu de Castelvechio em Verona chamada…. Um rapaz com um fantoche. A cara de sorriso do rapaz e o jeito com que meus pacientes mostravam movimentos rígidos, me deram a idéia de escrever um artigo sobre as três crianças com o título de Meninos Fantoche. Não foi um nome que agradou a todos os pais porém serviu como meio de incluir os três pequenos pacientes em um só grupo. Depois o nome mudou para Síndrome de Angelman. Este artigo foi publicado em 1965 e depois de certo interesse inicial quase foi esquecido até os primeiros anos oitenta”.
A incidência exata da S.A é desconhecida mas nos Estados Unidos e Canadá, a Fundação da Síndrome de Angelman tem conhecimento da existência de aproximadamente 1000 indivíduos, mostrando que a síndrome não é extremamente rara. Casos de S.A são notificados em todo mundo entre grupos raciais distintos. Na América do Norte, a grande maioria dos casos conhecidos parecem ser de origem Caucásica. A incidência exata da S.A é desconhecida e estima-se que 1 caso para cada 15000 – 30000 nascimentos parecem razoáveis. 

 

Gravidez normal e nascimento com perímetro cefálico normal, ausência de defeitos evidentes de nascimento.
Atraso de desenvolvimento evidente ao redor de 6 – 12 meses de idade.
Atraso, porém com progresso, no desenvolvimento ( com nenhuma perda de habilidades).
Análise metabólica, hematológico e perfis químicos de laboratório normais.
Estruturalmente cérebro normal usando MRI ( imagem de ressonância magnética) o CT (tomografia computadorizada ); pode ter atrofia cortical leve ou desmielização (erros na deposição de Mielina).
 

Traços clínicos
Consistente ( 100% )

Atraso no desenvolvimento, funcionalmente severo.
Capacidade de fala, nenhuma ou uso mínimo de palavras; as habilidades de comunicação receptivas e não verbais maiores que as verbais.
Problemas de movimento e equilíbrio, normalmente ataxia ao andar e o movimento tremulo de membros.
Conduta característica e singular: qualquer combinação de riso/sorriso freqüente, aparência de felicidade; personalidade facilmente excitável, com freqüentes movimentos de asa das mãos.
Hipermotricidade; permanência de atenção durante pouco tempo.

 

Frequente (mais de 80%)
Atraso, crescimento abaixo do normal do perímetro encefálico, normalmente produzindo microcefalia ( absoluta ou relativa ) ao redor dos dois anos de idade.

Eletroencefalograma ( CEE ) anormal, modelo característico com ondas de grande amplitude e picos lentos.

Associado (20 – 80%)

 

Estrabismo Hipopigmentação da pele e dos olhos.

  • Língua proeminente; problemas Hiperatividade de movimentos reflexos.
  • Para succionar/engolir. Braços levantados e flexionados
  • Problemas com a alimentação e o andar.
    Durante a infância: Hipersensibilidade às emoções.
  • Mandíbula proeminente.
  • Distúrbios de sono.
  • Boca grande, dentes espaçados.
  • Atração com uma fascinação por água.
  • Baba freqüente, língua para fora.
  • Achatamento posterior da cabeça.
  • Mastigamento excessivo/comportamento bucal.

 

  • Cromossomo 15 
    Durante várias o estudo do cromossomo de S.A não revelou nenhuma anormalidade porém, com o desenvolvimento de novos métodos de análise se encontrou, no cromossomo 15, que faltava uma área muito pequena. Os mais recentes métodos de análises moleculares demonstram que existe uma deleção em aproximadamente 70% dos indivíduos com S.A. A área anulada, ainda que muito pequena, é realmente bastante grande quando se analisa à nível molecular. Se crê que tem quase 3,5 milhões de moléculas de comprimento, bastante distância para conter muitos genes.

    A região anulada no cromossoma 15 se sabe que contém genes que estão ativados ou desativados dependendo da origem materna ou paterna do cromossoma ( O cromossoma 15 herdado da mãe tem o gen ativado porem o mesmo gen herdado do pai está desativado ). Dado que as deleções vistas em S.A só ocorrem no cromossoma 15 herdado da mãe, se crê que o gen só se ativa no cromossoma materno. Ainda que nenhum gen/s de S.A, tenha sido isolado isto pode ocorrer rápido. A deleção nos genes que estão ativados e que são de origem paterna se sabe que causam outra desordem de retardo mental conhecido como síndrome de Prader-Willi ( PWS). Os genes de PWS realmente se localizam próximo do gen S.A, porém são diferentes. Depois do descobrimento da deleção no cromossomo tem sido descobertos outros casos raros de S.A. Estes casos eram devidos a que o menino teria os dois cromossomos 15 herdados do pai, lhes é dado o nome de Uniparental Disomia ( UPD ). Nestes casos não existe deleção porém o menino terá perdido o gen S.A ativado já que os cromossomas 15 herdados do pai só tem gens não ativados.
    Ademais, existem também algumas famílias que tem dois ou mais filhos com S.A. Em muitas destas famílias se tem visto que os meninos herdaram o mesmo cromossoma 15 da mãe porém herdaram diferente cromossoma 15 do pai indicando que o cromossoma materno herdado pode ter uma mutação nele. Tem sido identificado dois mecanismos genéticos através dos quais o gen S.A pode ser herdado da mãe. Mutações na região do centro de controle de “Imprinting”( lugar onde se ativam os gens maternos) e mutações no suposto gen S.A e que tem sido nomeado como “ubiquitin-protein ligase E3A (UBE3A)”. O gen UBE3A se crê que é o causador de S.A, e todos os outros mecanismos genéticos que estão associados com S.A ( ver mais abaixo ), aparecem como conseqüência de que esse gen não está ativado ou não está presente. UBE3A é um componente enzimático de um sistema de degradação de uma complexa proteína chamada “the ubiquitin-proteasome pathway”. This pathway (caminho) está situado no citoplasma de todas as células. Este caminho implica na atividade de uma pequena molécula proteínica”ubiquitin”, que se pode unir a outras proteínas causando deste modo sua degradação. Não obstante, até o momento, não sabemos a que proteínas do cérebro degrada a enzima UBE3A .
    Se sabe também que tem uma região no cromossoma 15 que pode controlar a ativação ou desativação da mação do gen UBE3A . Esta região de controle se denomina “Imprinting Center “( IC ) e se tem identificado pequenas mutações nesta área que podem causar S.A. O IC parece ser capaz de exercer seu efeito no UBE3A desde uma localização remota porém não se sabe todavia como se produz este mecanismo de atuação.
    Todos estes descobrimentos tem levado a saber que existem vários “tipos” de mecanismos genéticos que produzem S.A e todos, geralmente, conduzem à típicas características clínicas observadas em S.A, não obstante se podem produzir pequenas diferenças entre grupos distintos.

Mais detalhes na  ASA- Associação Sindrome de Algelman